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NOTÍCIAS
26/01/2012 - 14h46 - Geral
Maioria de desaparecidos em desabamento no Rio estaria em curso de informática, diz subsecretária

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O número de desaparecidos no desabamento de três prédios no centro do Rio de Janeiro na noite de quarta-feira (25) ainda é incerto. Segundo informações do prefeito Eduardo Paes (PMDB), 19 pessoas estavam desaparecidas –número que teria caído para 16 após três corpos terem sido encontrados durante esta quinta-feira. A subsecretária de Assistência Social do município, porém, afirmou em entrevista à TV Globo que 21 famílias estariam em busca de parentes.
De acordo com subsecretária Fátima Nascimento, a maioria dos desaparecidos estaria em um curso de informática, ministrado no edifício Liberdade, um dos que desabaram. “As famílias têm certeza que os familiares estavam no prédio. A maioria estava num curso noturno de informática, com aulas entre 18h e 21h”, afirmou na entrevista.

Procurada pela reportagem, a Secretaria de Assistência Social informou que não daria informações à imprensa neste momento já que a prioridade seria a assistência aos familiares. Funcionários da Secretaria Municipal de Assistência Social montaram uma base na Câmara de Vereadores, na praça da Cinelândia, para orientar os parentes das vítimas, que estão isolados.
Uma mulher que trabalhava em uma empresa localizada no 16º andar do edifício e que conversou com o UOL confirmou que havia um curso de informática no período noturno e que cerca de 30 funcionários de uma empresa passavam pelo treinamento.

Ontem, por volta das 20h30, três prédios vieram abaixo, deixando mortos e feridos: um maior, na rua Treze de Maio (chamado Liberdade), que tinha 20 andares; um menor, no número 16 da rua Manoel de Carvalho, com 10 andares (chamado Colombo); e ainda um imóvel pequeno, localizado entre os dois edifícios maiores, com quatro ou cinco andares.

Ainda não se sabe a causa do desabamento, mas o prefeito descartou que o acidente tenha sido causado por alguma explosão proveniente de um vazamento de gás –como ocorreu no restaurante Filé Carioca, que também fica no centro da capital, em outubro do ano passado.

O presidente da Comissão de Análise e Prevenção de Acidentes do Conselho Regional de Engenharia (Crea), Luiz Antonio Cosenza, confirmou que estavam sendo realizadas obras no terceiro e no nono andar do edifício Liberdade. Já o engenheiro civil Antônio Eulálio Pedrosa Araújo, consultor do Crea, afirmou ainda que as obras eram ilegais, pois não tinham autorização do conselho.

 

Postado por: Redação
Fonte: uol
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