A prefeitura de Florianópolis (SC) iniciou um mutirão para limpeza de um dos principais cartões postais da cidade: a Lagoa da Conceição. O local, que tem pontos considerados impróprios para o banho, foi tomado por algas há cerca de um mês. O resultado é mau cheiro e reclamação de moradores e turistas.
Mais de 20 funcionários de vários órgãos da prefeitura fazem o trabalho de remoção de até 20 t de algas. De acordo com um dos organizadores do mutirão, o diretor de Gestão Ambiental, Marco Aurélio Abreu, as algas estão sendo retiradas manualmente para evitar danos ao meio ambiente. "A biomassa constituída pelo agrupamento de algas que está sendo retirada com redes e garfos para não impactar ou causar prejuízos aos espécimes ali habitam", disse ele.
É o segundo ano consecutivo que a prefeitura de Florianópolis precisa realizar um mutirão para remover o material da lagoa, um dos pontos preferidos dos turistas durante a alta temporada. As algas vêm se proliferando principalmente devido ao acúmulo de nutrientes na água. Mesmo sendo um dos principais cartões postais do Estado, a lagoa é alvo de despejo de esgoto. Como o material orgânico, as algas se multiplicam rapidamente e formam uma camada espessa na água. A decomposição ainda acaba trazendo mau cheiro a toda região.
O superintendente da Fundação do Meio Ambiente de Florianópolis (Floram), Gerson Basso, destacou que para evitar o acúmulo de algas seria necessário realizar uma operação de identificação, autuação e lacre das redes de esgoto clandestino que desembocam na Lagoa da Conceição. Ações de desassoreamento, retirada de entulhos e alargamento de um canal seriam outras opções.