Um segundo incêndio de grandes proporções atinge áreas florestais do Chile e já deixou pelo menos um morto nesta segunda-feira (02/01), de acordo com informações das autoridades locais. Enquanto na Patagônia, o fogo já destruiu 12.700 hectares do Parque Nacional Torres del Paine, a região de Ñuble, na província de Bío-Bío, a 430 quilômetros ao sul de Santiago, passou a ser duramente afetada. Nesse segundo incidente, dez mil hectares já foram queimados, incluindo aproximadamente cem casas.
O fogo também destruiu uma fábrica de painéis da empresa Celulosa Arauco, acrescentou o presidente Sebastián Piñera. "Das cinco fábricas que compõem o complexo produtivo, apenas uma foi afetada (painéis plywood) e já foram tomadas as providências necessárias para proteger a fábrica de celulose, serraria e outras", disse a empresa da Copec, em um comunicado.
"Lamentavelmente tenho que informar, segundo os dados entregues pela polícia de investigações, que há uma pessoa falecida, encontrada a dois quilômetros de Quillón", disse Vicente Núñez, diretor do Onemi (Escritório Nacional de Emergências do Chile).
Segundo o diário Nación, a vítima seria um homem de 79 anos que se recusou a deixar sua casa após as ordens de retirada de moradores das áreas de risco pelo governo.
O fogo se espalha cada vez mais e se dirige agora à Cauquenes, na fronteira com a região de Maule. Os ventos dificultam o trabalho dos bombeiros e o incêndio, que já se alastrou pelas localidades de Quillón, Ñipas e Quirihue.
A polícia investiga o caso e trabalha com a possibilidade de que o incêndio tenha sido provocado intencionalmente. As primeiras pistas indicam que o fogo teve início em oito locais diferentes. Ele teve início na noite de sábado (30/12).
Patagônia
No incêndio de Torres del Paine, três dos seis focos principais do incêndio já foram contidos, segundo o ministro do Interior, Rodrigo Hinzpeter. Isso ocorreu principalmente em razão das chuvas e ventos deste final de semana. As boas condições meteorológicas também favoreceram os voos mais freqüentes de aeronaves anti-incêndio, importantes principalmente para as regiões de acesso mais difícil.
Para segunda-feira, estava previsto um avanço no controle ainda maior, pois a meteorologia previa ventos de 30 a 40 quilômetros por hora.
As autoridades acreditam que 70% do parque já está em condições de ser reaberto. "Se as condições se mantiverem boas e lograrmos o controle do incêndio, a capacidade turística (da região) não será tão afetada, porque os lugares de maior visitação, que são o Vale do Francês e a Vale das Torres, não foram atingidos", afirmou Eduardo Katz, gerente de áreas protegidas da Conaf (Corporação Nacional Florestal).