Murilo Luan foi se apresentar na Delegacia da Mulher e estava com mandato de prisão temporária decretada.
Murilo Luan dos Santos, 20 anos, acusado de espancar a estudante de arquitetura Karla Vicente de Paula, da mesma idade, na festa de formatura de Odontologia no último sábado, já está preso.
Por volta das 11h40 desta quinta-feira ele se apresentou na Delegacia da Mulher, acompanhado de seus dois advogados. O detalhe é que a delegada Francieli Candoti e o delegado Luiz Augusto Milan já haviam pedido a prisão temporária do acusado, por 30 dias.
Murilo nega a acusação de espancar a estudante, que nesta manhã passou por cirurgia para a reconstituição do maxilar. Ela sofreu politraumatismo de face e perdeu três dentes. Aos delegados, Murilo, que também é estudante, de Publicidade e Marketing, disse que Karla teria caído da escada.
Segundo ele, os dois teriam ficado durante a formatura e em determinado momento foram para um lugar reservado. A festa foi realizada no salão de eventos, que foi alugado por uma empresa local promotora de eventos. Como o ambiente é grande, o salão foi dividido por cortinas.
Por detrás dos panos há o mezanino. Foi para lá que os jovens teriam ido, segundo Murilo. O rapaz ainda contou que eles tentaram fazer sexo, o que não ocorreu, devido os dois estarem embriagados.
Essa informação é contestada no depoimento de Karla e de mais dez pessoas que foram ouvidas pela delegada Francieli. Todos disseram que a jovem não havia tomado durante a festa. Karla disse em seu depoimento que só teria ingerido bebida alcoólica (uísque) por volta das 5h de domingo, oferecido pelo rapaz. Depois disso não se lembrava mais de nada. A partir daí a delegada passou a trabalhar com a hipótese de que Karla poderia ter sido dopada.
Ainda de acordo com o rapaz, em determinado momento, eles resolveram sair do mezanino. Murilo voltou para pegar o celular de Karla. Nesse intervalo, segundo ele, a jovem caiu da escada.
Investigações
Murilo ainda deve ser ouvido pelos delegados, já que há muitas informações desencontradas. Não se sabe, por exemplo, se as manchas de sangue encontradas no salão da Unigran estavam próximas a escada e como a jovem foi parar no banheiro, cerca de 30 metros do local que ela supostamente teria caído ou agredida.
Karla foi encontrada desacordada no banheiro do salão por uma amiga.