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06/11/2011 - 7h30 - Brasil
Brasil vende US$ 1 bilhão em títulos atrelados ao dólar

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Em meio ao cenário ainda de grandes incertezas no mercado internacional, o governo brasileiro conseguiu vender ontem US$ 1 bilhão em títulos da dívida externa atrelados ao dólar e com prazo de vencimento mais longo, de 30 anos.
A procura dos investidores pelos bônus brasileiro, com vencimento em janeiro de 2041, foi tão forte que o Tesouro Nacional resolveu dobrar a oferta inicial, de US$ 500 milhões.
A demanda, segundo apurou o Estado, atingiu US$ 6,5 bilhões, superando em 13 vezes a oferta inicial. O tamanho da demanda surpreendeu o governo e ajudou a reduzir o taxa de juros que o Tesouro vai pagar aos compradores dos papéis.
Essa foi a segunda captação externa do Tesouro Nacional em 2011. Nas duas operações feitas este ano - a primeira foi em julho com um papel de dez anos -, a estratégia do governo foi a de procurar diferenciar o Brasil dos outros países nesse momento de crise internacional.
Como o País não precisa de dólares para financiar a sua dívida externa, a avaliação da equipe econômica é de que uma operação de emissão externa bem-sucedida funciona com uma espécie de 'chancela' para reforçar os fundamentos da economia brasileira.
Referência. A emissão do Tesouro é importante também para empresas e bancos no País. A emissão da República serve como uma referência de taxa de juros para as empresas que quiserem acessar o mercado internacional vendendo papéis no exterior, onde o financiamento tem taxa de juros mais barata.
Esse mercado de bônus externos com prazos de vencimentos mais longos é tradicionalmente mais acessado por grandes empresas, como a Vale e a Petrobrás.
Na operação de ontem, mais uma vez o governo conseguiu vender o Global 2041 com a taxa mais baixa da história para papéis com o mesmo prazo de vencimento. O Tesouro Nacional vai pagar ao comprador dos bônus um taxa de juros (yield) de 4,694% ao ano.
Na última venda do título com vencimento em 2041, a taxa foi de 5,2%. A taxa de retorno para os investidores que compraram o papel brasileiro é 1,6 ponto porcentual maior do que o ganho que seria obtido com a compra de títulos do Tesouro dos Estados Unidos com mesmo vencimento.
A emissão foi liderada pelos bancos Barclays Capital e Bank of America Merrill Lynch. A venda foi feita nos mercados americano e europeu. O Tesouro vai ofertar mais US$ 100 milhões do papel na Ásia.
Real. O prazo mais longo do papel tem, normalmente, demanda mais restrita e é mais difícil para os países encontrarem uma 'janela de oportunidade' para a oferta.
Desde a semana passada, o governo estava monitorando o mercado para encontrar o melhor momento para fazer a operação.
O secretário do Tesouro, Arno Augustin, já havia sinalizado ao mercado a intenção de fazer a operação para 'reforçar' o quadro positivo da economia brasileira.
Não está descartada uma nova captação até o fim do ano. O Tesouro poderá da próxima vez vender um bônus atrelado ao real.

 

Postado por: Redação
Fonte: msn.com
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