O senador Waldemir Moka (PMDB) disse nesta segunda-feira (4) que o Senado prestaria uma grande homenagem ao senador Itamar Franco (PPS-MG) se aprovasse a proposta que modifica o rito de tramitação das medidas provisórias no Congresso (PEC 11/11). A mudança nas MPs foi defendida pelo ex-presidente no início deste seu segundo mandato.
- Está em nossas mãos a mudança imediata no rito. Essa Casa prestaria uma grande homenagem se, rapidamente, pudéssemos devolver o valor que o Senado precisa ter para o país - disse Moka, em discurso na sessão que homenageou Itamar.
Segundo ele, Itamar Franco salientou diversas vezes que o Senado agia com desleixo ao discutir temas relevantes para o país em apenas um dia ou dois, horas antes de as MPs expirarem, e não aceitava a hipótese de não poder mudar tal prática.
Moka também destacou a coragem e a firmeza com que o senador tomava decisões e disse que, em sua gestão na Presidência da República, de 1992 a 1994, não se registrou nenhum caso de corrupção.
O parlamentar lembrou ainda que, ao assumir a presidência, Itamar enfrentou índices inflacionários de até 1.100% ao ano, chegando ao ápice de 2.500% em 1993, números que hoje nem parecem realidade, segundo disse.
Para Moka, sua coragem ao pôr em prática, com o então ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso, o Plano Real, fez o Brasil encontrar seu caminho, permitindo que as mudanças seguissem nos oito anos de governo Fernando Henrique e nos oito de Luiz Inácio Lula da Silva, alcançando ainda a gestão da presidente Dilma Rousseff.