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14/04/2011 - 7h13 - Mundo
Brics vão criar sistema para facilitar investimentos entre países do bloco

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A presidente Dilma Roussef, o presidente da China, Hu Jintao, e o primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, são vistos antes de coletiva de imprensa da cúpula dos Brics, na cidade de Sanya, província de Hainan, China
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Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, os países que compõem o grupo dos Brics, anunciaram a criação de um grupo de trabalho para desenvolver um sistema cruzado de concessão de crédito mútuo para investimentores diretos em moeda local.

"Queremos desenvolver mecanismos simples, que usem regras existentes, para apoiar investimentos diretos e comércio relacionado a investimento direto em moeda local entre os países", disse o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, que participou dos encontros na terceira reunião de cúpula do grupo em Sanya, no sul da China.

Ao dar detalhes dessa proposta, acolhida pelos cinco membros, porém não sugerida exclusivamente pelo Brasil, o presidente do BNDES disse que um dos benefícios do possível novo sistema de crédito seria apoiar pequenas e médias empresas interessadas em se internacionalizar.

"Os grandes grupos internacionais não precisam de apoio, mas, se uma pequena empresa sofistiticada de software da Índia, por exemplo, quiser investir no Brasil, eu poderia ter o suporte de instituicões indianas para avaliação de risco. Por outro lado, poderíamos dar garantias e prover análise de risco de crédito para investidores brasileiros com interesses fora", explicou.

Projetos conjuntos
Os benefícios não estariam limitados a empresas de pequeno e médio porte. Coutinho citou tambem projetos de infraestrutura, como o de empresas brasileiras de construção civil no exterior. Há forte presença de empresas do ramo na África.

"Os gastos locais, que nós não podemos financiar, os bancos locais poderão financiar com nosso apoio até mesmo garantia".

Segundo Coutinho, representantes de bancos dos cinco países poderiam "avaliar e apoiar projetos em conjunto".

"Poderíamos identificar projetos relevantes e atuar de forma coordenada", disse, acrescentando que a prioridade do BNDES é apoiar projetos que desenvolvam a indústria manufatureira.

"Muitas vezes, a agenda que nos chega é muito voltada a recursos naturais. É uma agenda boa, mas temos de ir além dela", disse.

O desenvolvimento desse possível sistema de crédito vai passar, explicou Coutinho, por um período de intercâmbio técnico e desenvolvimento, mas a ideia é que esteja operando o mais rapidamente possível.

Segundo Coutinho, a proposta de inclusão do yuan na cesta de moedas do FMI, relacionada à diversificação das moedas usadas internacionalmente, não foi discutida durante o encontro e deve ser um tema para a reunião do G-20 na semana que vem em Paris.

O acrônimo Bric foi cunhado pelo economista Jim O'Neill, do banco de investimentos Goldman Sachs, em 2001. Nesta cúpula, o bloco ganhou um ''S'' de ''South Africa'' (África do Sul) e, apesar de na ocasião ainda não ser um grupo institucionalizado, prometeu intensificar a cooperação nas mais diversas áreas.

Postado por: Roberto Rodrigues Bernardo (67) 99587235
Fonte: uol
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