A sonda japonesa Akatsuki se prepara para entrar em órbita ao redor de Vênus e tirar fotos do planeta. Lançado no fim de maio pelo foguete H-DA, o equipamento percorreu sem problemas o longo trajeto até Vênus, considerado o planeta gêmeo da Terra por seu tamanho e sua massa.
Ao se aproximar do local, os motores da Akatsuki (que significa aurora, em japonês) passaram a operar no modo inverso com o objetivo de reduzir a velocidade e entrar no campo gravitacional do planeta.
A entrada em órbita da Akatsuki é uma operação crucial para o êxito da missão japonesa, que tem o objetivo de estudar durante dois anos o clima e os fenômenos atmosféricos do planeta
Se o projeto tiver sucesso, será a primeira vez que o Japão colocará uma sonda na órbita de um planeta (com exceção da Terra), após duas tentativas fracassadas, em 1998 e 2003, de pôr uma sonda ao redor de Marte.
A Akatsuki percorreu 520 milhões de km desde seu lançamento. Depois de entrar em órbita, a sonda ajustará sua posição e dará uma volta completa em Vênus em 30 horas, a uma altitude que irá variar entre 550 mil e 80 mil quilômetros sobre a superfície do planeta.
A sonda está equipada com cinco câmeras, entre elas uma capaz de filmar além das grossas nuvens sulfúricas e observar a superfície de Vênus, normalmente imersa na escuridão. Assim, entre outros objetivos, deve examinar a possível atividade vulcânica no planeta, que é similar à Terra em tamanho e massa, mas tem uma temperatura de mais de 400ºC.
A nave japonesa irá compartilhar a órbita de Vênus com a sonda Vênus Express, da ESA (Agência Espacial Europeia), que está há mais de quatro anos explorando a atmosfera do planeta.