O goleiro Bruno Souza e Luiz Henrique Romão, o Macarrão, ambos acusados de participar do sequestro e da morte de Eliza Samudio, ex-namorada do goleiro, foram transferidos na noite desta quinta-feira (8) do Rio de Janeiro para Belo Horizonte, onde o caso de homicídio está sendo investigado.
A autorização foi concedida pelo juiz Jorge Luís Le Cocq D'Oliveira, titular da 38ª Vara Criminal da Capital. Os suspeitos deixaram o presídio de Bangu 2, onde estavam presos, por volta das 20h30 e chegaram ao aeroporto Santos Dumont às 21h, de onde decolaram por volta das 21h45. Um avião da polícia mineira estava aguardando os suspeitos no aeroporto desde ontem. A estimativa é que a viagem dure cerca de 1h20.
O magistrado decidiu atender ao pedido do TJ de Minas, acompanhando o parecer do Ministério Público estadual. “No sentido que o crime de sequestro é conexo com o homicídio, a competência é do Tribunal do Júri de Contagem (MG)”, afirmou.
Bruno e Macarrão, que se entregaram à polícia ontem após terem suas prisões decretadas, foram transferidos às 12h50 desta quinta-feira (8) para a unidade de Bangu 2, no Complexo de Gericinó, em Bangu, na zona oeste do Rio de Janeiro.
Segundo a delegada Ana Maria dos Santos Paes da Costa, chefe da Delegacia de Homicídios de Contagem (MG), em Minas Gerais eles devem passar por interrogatório em cartório e podem ser levados para reconhecer o suposto local do crime. Ela não especificou quando isso deve acontecer.
É possível também que haja uma acareação nesta sexta-feira (9) entre os dois acusados e o menor de 17 anos, primo de Bruno, que revelou detalhes da morte da jovem e é acusado de participação no crime.
O menor está no Instituto Padre Severino, na Ilha do Governador, e também há um pedido de Minas Gerais para que ele seja levado à capital mineira. A transferência está sendo analisada pela 2ª Vara da Infância e Juventude da capital.
Entenda as investigações
O caso de desaparecimento é investigado nos dois Estados: Rio de Janeiro e Minas Gerais. No Rio, o inquérito, já concluído, apurou o crime de sequestro e indiciou o goleiro como mandante. O relatório também indicia Macarrão e o adolescente de 17 anos, primo de Bruno, como executores do sequestro. "O trabalho da Polícia do Rio de Janeiro se encerrou, e os presos estão a disposição da Justiça", afirmou o delegado titular da DH, Felipe Ettore.
Em Minas Gerais, o caso é investigado como homicídio. Segundo o delegado Edson Moreira, que conduz as investigações no Estado, o crime está 80% elucidado. Foi “premeditado, planejado e friamente executado”, definiu.
Marcos Aparecido Santos, conhecido como Bola ou Paulista, apontado como a pessoa que matou a ex-namorada do goleiro foi preso na casa de um tio no bairro Copacabana, em Belo Horizonte, por volta das 19h25 desta quinta-feira (8).