O Brasil sediará ao final de julho a próxima reunião do Basic (grupo formado por Brasil, África do Sul, Índia e China) sobre o clima. A decisão foi tomada em abril, na Cidade do Cabo (África do Sul), quando ministros de Meio Ambiente das nações representadas reafirmaram o compromisso de manter o combate às mudanças climáticas, por meio de um possível acordo com peso de lei internacional (de cumprimento obrigatório).
A reunião no Rio de Janeiro irá debater os critérios de equidade das emissões de CO2 entre os países desenvolvidos e em desenvolvimento, levando-se em conta o objetivo de limitar a concentração dos poluentes na atmosfera de modo que a temperatura do planeta se mantenha abaixo de 2ºC nas próximas décadas.
Na África do Sul, os representantes dos países apontaram que é preciso agilizar o financiamento de US$ 10 bilhões prometido pelas nações ricas às emergentes, para que elas possam traçar medidas contra o aquecimento global, além de avançar o debate em algumas áreas, como o mecanismo de Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação (Redd, na sigla em inglês) e transferência de tecnologia para mitigação e adaptação dos efeitos das mudanças climáticas.
Um programa de trabalho que permita mensurar, reportar e verificar as emissões dos países, sejam eles desenvolvidos ou em desenvolvimento, também foi discutido na ocasião.
Entre novembro e dezembro deste ano, representantes dos países signatários da ONU estarão reunidos em Cancún (México) para participar da 16ª Conferência das Partes das Nações Unidas sobre o Clima (COP16).
Apesar das expectativas em torno da cúpula, líderes de todo o mundo demonstram ceticismo quanto a possibilidade de o evento estabelecer um novo acordo legalmente vinculante, previsto para ser firmado em 2011, na COP17 (África do Sul).