A cidade de Pinheiro, no norte do Maranhão, ganhou as páginas digitais de importantes jornais pelo mundo nesta sexta-feira. Os periódicos repercutem a prisão de José Agostinho Pereira, 54 anos, pescador preso no município após assumir que estuprou a própria filha por 17 anos, tendo sete filhos-netos com a mulher que hoje tem 29 anos.
Os sites internacionais criaram inclusive apelidos para o maníaco. O criminoso levou a alcunha de “Brazil’s Fritzl”, ou Fritzl do Brasil, em referência ao austríaco Josef Fritzl, que estuprou a filha Elisabeth por mais de 3 mil vezes, além de tê-la feito refém por 24 anos no porão de sua casa.
A página do "New York Times" traz uma nota sobre o assunto, reforçando a informação de que Pereira já estava molestando inclusive uma das netas. Ainda nos Estados Unidos, o influente blog "The Huffingtonpost" também trata da história, em uma reportagem que conta com mais de 499 comentários.
Como ressalta o texto publicado, o pescador morava numa “área de floresta tão remota que o único jeito de chegar até lá era usando canoas”. O blog também afirma que “autoridades disseram que as crianças pareciam sofrer de desnutrição e mal conseguiam se comunicar.”
No Reino Unido, as páginas virtuais usaram tons mais críticos para abordar o tema. Sob o título de Brazil’s Fritzl, o texto do "Daily Mirror" chama Pereira de “pai demoníaco”. Já o "The Sun", em uma tradução não literal, traz uma reportagem com o título de “A vergonha da escrava sexual do novo Fritzl”. O site do "Telegraph", por sua vez, também chama Pereira de Fritzl do Brasil, afirmando igualmente que o caso é similar ao do austríaco Josef Fritzl.