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08/06/2010 - 21h33 - Brasil
Em nota, diretor-geral do Senado nega "recontratação" de terceirizados

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O diretor-geral do Senado, Haroldo Tajra, negou na noite desta terça-feira (8), por meio de nota, que funcionários terceirizados tenham sido “recontratados” na Casa. Ele alega que os funcionários foram englobados em um novo contrato.

O diretor-geral confirma que houve licitação para contratação de mais de 1.200 terceirizados para serviços gerais, mas diz que muitos deles já trabalhavam na Casa, uma vez que um dos vencedores do pregão já presta serviço, a empresa Adservis Multiperfil Ltda.

“Este ano, para eliminar desvios de função e atender à demanda de auxiliares administrativos, eles foram englobados em um novo contrato, dividido em três grupos: apoio operacional, com 614 funcionários; apoio técnico, com 143; e apoio administrativo, com 512 postos de trabalho, que funcionarão em dois turnos”, diz na nota.

Já sobre a empresa Adservis, que pagou uma multa de R$ 3,8 milhões por atraso na execução contratual, mas não foi impedida de participar da licitação e ganhar, Tajra afirma “(...) de fato recebeu uma multa por atraso na execução contratual, o que, no entanto, não a impede de participar de outra licitação. Ela já recolheu parte da dívida e a questão está sendo analisada. O Senado já repassou diretamente ao Banco do Brasil os valores devidos, inclusive, das férias dos funcionários, que estão sendo creditados a partir de hoje.”

Tajra diz ainda que a previsão de custo do edital era de R$ 55 milhões, mas foi fechado em R$ 43,7 milhões, rebatendo as informações primeiramente divulgadas pela ONG Contas Abertas e por alguns veículos de comunicação. A direção geral justifica ainda que as recomendações do Tribunal de Contas da União “estão sendo integralmente seguidas”.

Leia a íntegra da nota a seguir:

Não é verdade que o Senado vai "recontratar" funcionários terceirizados. Nem dez, nem mil. Da mesma forma, não é verdade que as despesas com esta categoria têm aumentado. Eis os fatos:

1. Dos 34 contratos com empresas de terceirização de mão de obra que a gestão atual encontrou, hoje existem 29. A pedido do Senado, todos passaram por uma auditoria do Tribunal de Contas da União, cujas recomendações estão sendo integralmente seguidas.

2. O número de terceirizados foi mantido basicamente o mesmo, inclusive em respeito a manifestações de inúmeros senadores em plenário, quando da renovação do maior dos contratos, ainda no ano passado.

3. Este ano, para eliminar desvios de função e atender à demanda de auxiliares administrativos, eles foram englobados em um novo contrato, dividido em três grupos: apoio operacional, com 614 funcionários; apoio técnico, com 143; e apoio administrativo, com 512 postos de trabalho, que funcionarão em dois turnos.

4. Apesar de ter se passado um ano e mesmo tendo havido dissídios coletivos de várias categorias neste primeiro semestre, o valor global dos contratos terceirizados continua o mesmo.

5. O custo do edital não é de R$ 55 milhões - este é o valor que foi reservado para fazer face às despesas. Na verdade, o contrato, que não foi nem ao menos adjudicado, ficou em cerca de R$ 43,7 milhões, abrangendo as três áreas, que podem ser geridas por uma ou mais empresas.

6. Não há por que somar-se aos contratos que serão assinados em função desta licitação qualquer outro já existente no âmbito de outras secretarias do Senado Federal, inclusive a Comunicação Social.

7. Já o pregão para a contratação dos serviços de limpeza e conservação foi vencido pela empresa Fiança - e não Adservis, como alguns veículos de comunicação noticiaram. Note-se que, mesmo após um dissídio coletivo, o contrato permaneceu praticamente no mesmo valor do ano passado.

8. A empresa Adservis de fato recebeu uma multa por atraso na execução contratual, o que, no entanto, não a impede de participar de outra licitação. Ela já recolheu parte da dívida e a questão está sendo analisada. O Senado já repassou diretamente ao Banco do Brasil os valores devidos, inclusive, das férias dos funcionários, que estão sendo creditados a partir de hoje.

9. Todas essas informações estão disponíveis no Portal da Transparência do Senado Federal, entre elas a relação nominal dos terceirizados, o que foi objeto de elogios por parte do Tribunal de Contas de União.

HAROLDO FEITOSA TAJRA

DIRETOR-GERAL
 

Postado por: Roberto Rodrigues Bernardo (67) 9958-7235
Fonte: uol
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