Com a presença do deputado federal Geraldo Magela (PT-DF), a reunião ampliada da executiva regional do PT transformou-se em uma manifestação das principais lideranças do partido pela união e compromisso em defesa das candidaturas próprias e dos aliados na eleição deste ano. Além do pré-candidato Zeca do PT, dos dois deputados federais e dos quatro deputados estaduais, estavam presentes cerca de 300 lideranças de vários municípios, no encontro realizado na sede regional do partido, em Campo Grande.
Zeca do PT empolgou a plateia ao assegurar que o cenário, hoje, é infinitamente mais favorável a uma vitória petista nas eleições do que era antes do início da campanha de 1998, quando ele começou a disputa com 3% dos votos, chegou ao fim do primeiro turno com 32% (seu adversário Ricardo Bacha teve 38%) e venceu o segundo turno com 61% da votação.
“Naquela época, alguns setores ainda viam o PT com reservas, seja por questões ideológicas, ou por desinformação. Hoje isso não acontece. Ao invés disso, veêm o PT com entusiasmo, com esperança e orgulho. A comparação das administrações fazer toda a diferença”, pontuou.
No seu entender, “a candidatura própria está oxigenando o partido em todos os municípios do Estado, recuperando o ânimo e demonstrando que estamos maduros e preparado para a disputa de 2010”. E não apenas no PT, mas em outros partidos do mesmo campo de atuação (popular e democrático) manifestam desejo de se somar em uma ampla aliança para reconquistar o governo.
Aliança e poder de fogo
Por uma questão estratégica, Zeca não tem revelado o andamento das suas negociações. Mas garantiu que está perto de recriar o Movimento Muda Mato Grosso do Sul, com ausência do PPS, que segundo informou no encontro, poderá se fundir ao DEM e PSDB em nível nacional, formando uma nova sigla após as eleições.
A aliança e sua pré-candidatura se alicerçam em três propostas fundamentais: a diminuição da carga tributária sobre o setor produtivo (e que acaba atingindo toda a população), a retomada de programas sociais, Bolsa-Escola, Bolsa Universitária, Banco do Povo, Cursinho Popular, Segurança Alimentar, que não levem apenas o alimento, mas também capacitação profissional, educação, saúde e resgate da autoestima às famílias necessitadas, sobretudo a assentados, acampados e populações indígenas; e por fim, a democratização do Estado. “As pessoas não aguentam mais tanta arrogância e autoritarismo”.
A reunião ampliada da executiva estadual serviu para debater a estratégia de unificação do partido, a verticalização das candidaturas de Dilma, Zeca do PT, Delcídio do Amaral e Dagoberto Nogueira, com a orientação da fidelidade partidária já previstas no estatuto do PT.
Fusão
O encontro antecede o ato que formaliza a união de três correntes ao Movimento PT, liderado em nível nacional pelo deputado federal Geraldo Magela (DF). No Estado, o Movimento PT tinha, até então, no deputado estadual Pedro Teruel o maior expoente. Outras três correntes aderiram ao Movimento: a CNT (Construindo um Novo Tempo), do senador Delcídio do Amaral; o PT em 1º Lugar, do deputado federal Antônio Carlos Biffi e o Esquerda Viva, do deputado estadual Amarildo Cruz e do presidente atual da legenda, Marcos Garcia.
O Movimento PT se consolida como a segunda principal força interna do PT, atrás apenas do CNB (Construindo um Novo Brasil), corrente do presidente Lula e do pré-candidato Zeca do PT.